Poderia parecer mais um caso banal de assalto seguido de morte, como é noticiado diariamente nos meios de comunicação. Mas se não fosse a forma como se desenrolou o fato e os personagens envolvidos na trama, a manchete passaria despercebida.
Na madrugada do domingo, 18, o coordenador social do AfroReggae, Evandro João da Silva, 42 anos, foi assassinado vítima de um assalto. Porém, o que mais chocou o Brasil não fora a ação marginal dos bandidos, e sim, a maneira como policiais conduziram os fatos após Evandro ter sido ferido mortalmente. Ferido mortalmente? Será que não havia uma possibilidade, mesmo que remota, do coordenador escapar dessa violência?
As câmeras mostraram o descaso dos policiais militares que deixaram de prestar socorro à vítima que agonizava, enquanto os mesmos roubavam pertences de Evandro.
O pior é que não bastasse toda esta ação bizarra, os agentes cometeram dois crimes. Além de lesarem a vítima sem chance de essa reagir, omitiram socorro, deixando em cheque a credibilidade da polícia que já não anda tão benquista pela sociedade por conta de ações desastradas para inibir a ação de marginais.
O certo é que com a violência crescente, e a urgência de meios para freá-la parece que há pouco preparo dos que são pagos para fazer nossa segurança pública. Constantemente, a polícia está envolvida em casos onde os mesmos tornam-se bandidos em vez de heróis. Preparação é a chave para acabar com cenas como estas que a sociedade flagra, tomando parte do absurdo causado pela crise na segurança pública.
A cultura da violência disseminada pelos meios de comunicação de massa, faz com que fatos com estes pareçam banais demais para merecer destaque nas salas de aula, em discussões que apontem meios de erradicá-la.
Postado por Gleydiane Freitas
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