De que poder temos nos apropriado? De quais informações temos nos alimentados todos os dias? Já que nos são velados o direito de sabermos que temos o “direito” à educação, saúde, moradia, família, lazer,... Como iremos protestar por uma melhoria na qualidade e dignidade de vida?
O que tem pautado os veículos de comunicação de massa é a violência acarretada por conta do trafego de drogas, do alcoolismo, violência doméstica e abusos de policiais. Mas onde fica os protestos e as cobranças junto ao Poder Público por outro sistema de educação, distribuição de renda, saúde e informação?
Isso não acontece, pois se é instalada cada vez mais o monopólio das comunicações sobre o poder de algumas famílias e políticos. Que se submetem a informar desde que não afetem os seus interesses e nem atinja os seus anunciantes. Enquanto concessões para veículos de comunicação comunitária são negados para comunidades.
E é o que questionamento feito pelo compositor Fernando Anitelli, sobre esse fascínio que é a Tv, na música Xanéu n° 5. “Enquanto pessoas perguntam por que, outras pessoas perguntam por que não? Até porque não acredito no que é dito, no que é visto. Acesso é poder e o poder é a informação. Qualquer palavra satisfaz. A garota, o rapaz e a paz quem traz, tanto faz. O valor é temporário, o amor imaginário e a festa é um perjúrio. Um minuto de silêncio é um minuto reservado de murmúrio, de anestesia. O sistema é nervoso e te acalma com a programação do dia, com a narrativa. A vida ingrata de quem acha que é notícia, de quem acha que é momento, na tua tela querem ensinar a fazer comida uma nação que não tem ovo na panela que não tem gesto, quem tem medo assimila toda forma de expressão como protesto.
Marcos Joel Martins
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